17 de fevereiro de 2017

incontáveis, mas doces suspiros...

Ela ainda lembra dos momentos que antecederam aquele beijo.
Sorrisos.
Braços entrelaçados.
Incontáveis, mas doces suspiros...

Era noite de céu estrelado,
e lua quase cheia.

Olhou para ele.
Ele olhou para ela.
Estáticos, eles ficaram.
O que ela pensava?
O que ele queria?

Quando os lábios se tocaram,
ela decidiu que aquele momento deveria virar poesia...



30 de novembro de 2016

Sem mensagens. Sem coragem. Era só saudade...

As primeiras notas da música começaram a tocar...
Definitivamente, é só mais uma noite vazia.
Ela pega o celular e... o suspiro é inevitável.

Parece que, cada vez mais, a noite vai ficando fria...
Sem mensagens. Nenhuma ligação perdida.

Decidiu abrir um vinho.
Pegou uma taça e um velho álbum com fotos reveladas.

Aquela viagem. A noite serrana.
Sorrisos perdidos, beijos roubados.
As mãos que se entrelaçavam fácil.

Olhou tudo com vontade de estar lá, de novo.
Tomou um pouco mais de vinho.
Faltava coragem para ligar.

No fim do álbum, encontrou um velho cartão.
Amassado. Cheio de carinho.
Sussurrou a falta que ele fazia.

Seus olhos encontraram a tela do celular.
Tudo permanecia como antes.
Sem mensagens. Sem coragem.
Era só saudade...


17 de novembro de 2016

e não é que fé, a gente tem!


Eu sei que é só uma fase,
mas é uma destas fases poderosas que enlouquece a cabeça da gente.

Tenho lido bastantes coisas por aí.
Autoajuda, autoconhecimento, mensagem divina...
"tem que ter fé", escuto bastante também.

E não é que fé, a gente tem!
O que a gente não tem é paciência de esperar as coisas acontecerem.
A gente quer tudo para ontem: o emprego dos sonhos, a melhor relação, o final de ano perfeitamente planejado há meses, a família numa fase incrivelmente boa...

E a gente esquece que, só quando a gente descuida, é que as coisas começam a caminhar...
e a fé? Esta, caminha com a gente...


5 de maio de 2016

é tarde?

É tarde pare te ligar?
Em um suspiro e outro, eu percebi.
Aquela despedida não pode ter sido real...

Eu menti quando disse "não"...
Tudo o que eu queria ter te dito era "vamos, eu estou com você".

É tarde para estar presente?
Tarde para ser o seu presente?
E quem sabe ser sua na semana que vem...?


incontrolável controle do coração

Entrou no ônibus com dificuldade
era mais um dia cheio
cheio de pessoas, de trabalho, de ideias.

Sentou, olhou pela janela, sorriu ao ver o céu azul.
Se distraiu...
quando se deparou com alguém no banco ao lado.
Ficou estática ao ver os seus olhos castanhos.

Era ele.
Petrificou-se!
Tentou não respirar alto,
não mexer nos cabelos,
não suspirar...

Esqueceu de tudo, do seu dia.
Do ônibus cheio,
das reuniões chatas que ela participaria,
dos seus planos pós-trabalho.

Aquele momento era ela,
dentro dela mesmo.
Controlando o incontrolável...
seu coração!



15 de julho de 2015

me liberte das memórias...

Pensei em você ontem a noite.
No último verão também.
E talvez no próximo inverno, ainda terei lembranças suas...

A verdade é que, apesar de tudo, eu ainda consigo sorrir lembrando dos nossos domingos.
Ainda consigo sentir um aperto no coração ao pensar nos nossos planos.
É inevitável não fechar os olhos ao som da nossa música.

E ao passar por cada lugar que caminhamos juntos de mãos dadas, um filme passa pela minha cabeça.
Porque?

Um dia, talvez, eu esqueça cada momento.
Em um verão qualquer, estarei livre destas memórias que tanto me aprisionam em você...


30 de abril de 2015

des(encontros)

a vida é cheia de encontros
e foi numa destras ruas que a gente se encontrou...

tinha tudo para ser,
mas não foi.
e alguém consegue explicar?

os planos nunca saíram do papel...
as promessas sempre ficaram nas mensagens trocadas nos solitários sábados a noite.

a culpa foi daquele reencontro que nunca aconteceu...

a vida é assim...
um desencontro sem fim!


18 de fevereiro de 2015

afinal...

"você volta?"
"um dia, eu volto", mentiu ao som do trio.

olhares.
sorrisos.
promessas.
fantasiou a realidade.

mas não me leve a mal...
afinal, é carnaval.


9 de fevereiro de 2015

boa sorte, maruja!

pés na areia.
vento no rosto.
dividia-se em sorrisos e pensamentos.
"e se" e "porquês".
esperança e confusão.

certa do que tinha que fazer, olhou para o horizonte.
ali, teve a certeza de que, agora, havia um mar inteiro para navegar.

repetiu para si mesma:
boa sorte, maruja!


6 de fevereiro de 2015

(en)fim

a garoa insistia em cair.
na calçada, estavam frente a frente.
sorriam sem graça.
os carros passavam.
ela segurava o choro.
ele continuava impaciente.

uma buzina.
dois olhares distantes.
uma despedida.
concordaram em ter um último beijo.

sentiram que aqueles eram os segundos mais infinitos dos últimos anos.
ao fim do beijo, ele perguntou: é o fim?
doeu para admitir, mas enfim... era o fim.